A **Cosan** anunciou uma série de mudanças estratégicas importantes para simplificar sua estrutura corporativa, cortar custos e otimizar a gestão financeira. As medidas fazem parte de um amplo processo de reorganização para fortalecer o balanço da companhia.
Principais Mudanças na Gestão e Estrutura da Cosan
Para tornar a operação mais enxuta, a empresa promoveu alterações na alta cúpula administrativa e na organização de suas subsidiárias.
Troca no Comando Financeiro e Jurídico
José Cezário Menezes de Barros Sobrinho assumirá as áreas financeira e de relações com investidores em setembro, substituindo Rafael Bergman. Além disso, a vice-presidência jurídica será extinta, fazendo com que o departamento jurídico passe a se reportar diretamente ao novo CFO.
Reorganização do Negócio de Terras Agrícolas
A companhia vai extinguir a Radar II Propriedades Agrícolas, uma das empresas que compõem a estrutura de terras agrícolas. Com a aprovação dos acionistas, os ativos, dívidas e direitos serão divididos igualmente entre a Cosan e a sua sócia, a Mansilla Participações, sem alterar o patrimônio líquido ou gerar novas ações. A atuação da Cosan no setor de terras continua por meio das demais empresas da estrutura.
Saída da Bolsa de Nova York e Venda de Ativos
Como parte da estratégia de redução de custos operacionais, a Cosan decidiu retirar seus recibos de ações, conhecidos como ADRs, da Bolsa de Nova York e cancelar seu registro no mercado americano.
Paralelamente, o grupo segue avançando na venda de ativos para otimizar o capital. Entre os movimentos recentes estão a venda de 41,2 mil hectares de terras da Radar por R$ 1,85 bilhão — com parcela de R$ 586 milhões destinada à Cosan — e um acordo preliminar para negociar sua fatia no Terminal Porto São Luís por R$ 300 milhões, além de valores adicionais variáveis.
Capacidade de Pagamento da Dívida
A Cosan passou a adotar uma nova projeção para medir sua capacidade de honrar o pagamento de juros da dívida com o fluxo de caixa gerado por suas investidas. Atualmente, para cada R$ 1 de juros da holding, o fluxo cobre cerca de R$ 0,20. A expectativa da empresa é elevar esse índice para uma faixa entre R$ 0,80 e R$ 1,20 até dezembro.
Essa melhora projetada deve ser impulsionada pelo recebimento de dividendos das empresas investidas, pelo uso dos recursos obtidos com a venda de terras agrícolas e pela diminuição das despesas financeiras decorrentes da redução da dívida líquida ampliada, que encerrou junho em R$ 9,2 bilhões.
Fonte: https://investnews.com.br

