A corrida pelo Senado em Goiás está esquentando, e a base governista, liderada pelo governador Daniel Vilela (MDB) e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), se vê em um verdadeiro “congestionamento” de pré-candidaturas. Apesar dos apelos de aliados para ‘afunilar’ a disputa, parece que nem todo mundo está disposto a ceder seu lugar. Dois dos quatro pré-candidatos à Casa Alta já deixaram claro que não acreditam em novas desistências para as eleições de 2024.
A Pressão por Menos Nomes na Disputa do Senado Goiano
Os burburinhos nos bastidores sobre a necessidade de um afunilamento nas candidaturas ao Senado ganharam força com declarações públicas importantes. Recentemente, Alexandre Baldy (PP), que já foi presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), fez um pedido direto: é essencial que o projeto do grupo governista esteja “acima dos projetos individuais” de cada pré-candidato na política goiana.
Baldy sabe bem do que está falando, pois ele mesmo abriu mão de sua pré-candidatura ao Senado. Hoje, ele é o primeiro suplente na chapa da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil). Sua fala ocorreu em um evento que reuniu a própria Gracinha, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e mais de 80 prefeitos aliados. O encontro foi visto como um recado claro: a intenção é direcionar o apoio da base para os projetos de Gracinha e Vanderlan na disputa pelas vagas do Senado em Goiás.
Mas a Ideia de Afunilar Não Pegou Bem com Todos!
Apesar da pressão por afunilamento, a reportagem do O HOJE mostrou que os outros pré-candidatos da base à Casa Alta rechaçaram a proposta. Gustavo Mendanha (PRD), ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, foi direto ao ponto, afirmando que “dificilmente” a corrida pelo Senado “terá outra desistência” em sua campanha eleitoral.
Críticas e Defesas das Pré-Candidaturas Legítimas em Goiás
O deputado federal Zacharias Calil (MDB) foi ainda mais enfático. Para ele, as conversas sobre afunilamento não só passariam por cima de “duas pré-candidaturas legítimas” – referindo-se à sua e à de Mendanha – mas também desconsiderariam o governador Daniel Vilela e o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (PRD), ambos fortemente envolvidos nos projetos dos pré-candidatos.
Calil descreveu a fala de Baldy como “isolada” e talvez “uma interpretação equivocada”. Ele reforçou que sua pré-candidatura é um projeto sólido do MDB, contando com apoio de Daniel, do presidente nacional do partido, Baleia Rossi, e do líder na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões. O parlamentar destacou que essa condição foi bem estabelecida no dia de sua filiação ao partido, demonstrando a força de sua postulação ao Senado.
Por Que a Base Governista Quer Reduzir o Time para o Senado?
O movimento para concentrar o apoio do grupo palaciano em apenas dois nomes para o Senado tem um objetivo claro: evitar os riscos que a base enfrentou na última eleição goiana. Em 2022, com apenas uma cadeira disponível para o Senado, o grupo de Caiado e Daniel lançou três candidatos: Delegado Waldir (União Brasil), Vilmar Rocha (PSD) e Baldy.
Essa dispersão de votos da base governista acabou sendo um fator que contribuiu para a eleição do senador Wilder Morais (PL). Embora o cenário para as eleições de outubro deste ano seja diferente, com duas vagas em disputa, o bolsonarismo, que também concorre por votos à direita com a base governista, já demonstrou uma estratégia similar. O delegado Humberto Teófilo (Novo), por exemplo, saiu da corrida ao Senado para se candidatar a deputado federal, e os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Goiás devem focar seus votos no deputado federal Gustavo Gayer (PL) e no vereador por Goiânia Oséias Varão (PL), consolidando suas candidaturas eleitorais.

